Impactos no Marketing : O perfil do novo consumidor

Em meados dos anos 90, trabalhar com Marketing era como ter uma receita de bolo: tinha um roteiro do que dava certo e do que não dava. Alcançar o público era menos trabalhoso, os hábitos dos consumidores dessa época eram diferentes e mais precisos.

Propaganda de massa, por exemplo, era usada como o trunfo. Era aquilo que dava certo efetivamente e que atingia o maior número de pessoas. Boom! Acertou. O consumidor apenas recebia, não tinha essa história de feedback e interatividade. Não havia muitos espaços para questionamentos. Vide os programas de TV dos domingos à tarde.

Voltando ao que interessa: os hábitos mudaram e as empresas que não se adequam a essas mudanças vão lenta ou rapidamente cair. Hoje o consumidor não só é mais crítico, interativo, como gosta e quer dar feedbacks por aquilo que consome, sejam produtos ou serviços. Ele não é mais acomodado.

E isso reflete até nas multinacionais. Empresas sem posicionamento claro, que ficam no meio de tudo e não sabem sua própria identidade tem se perdido em meio a pequenas organizações com identidade bem definida e apresentada para o público consumidor – por isso, algumas pequenas marcas estão sendo compradas pelas gigantes -.

Existem dois tipos bem definidos de consumidor hoje: aquele que compra o que pesa menos no bolso, ou aquele que compra o que é melhor – mesmo não sendo rico – pela garantia de qualidade. Produtos e serviços médios estão no marasmo de um rio sem vida.

O desafio é: ajudar as empresas a se posicionar para não se tornar esse rio sem vida.